sexta-feira, 31 de julho de 2009

QUE SÃO BLOGs E WIKIs

Se eu tivesse de escolher uma imagem para ilustrar o que são BLOG's e WIKI's CORPORATIVOS escolheria um sistema de vaos comunicantes , a água lentamente, sem revolução, mas se estende a todas as áreas, sempre que possível encontra novas ligações e conexões.

Esta ideia de força que vem destes modelos de capacidades instantâneas de difundir a imagem parece melhor para explicar o impacto dos BLOG's e WIKI's CORPORATIVOS hoje. Eles vêm sem alarde, mas trabalhando com uma enorme capacidade de alterar os aspectos-chave da vida empresarial: a intranet, o endomarketing, recursos humanos, o relacionamento com os consumidores, as campanhas para a divulgação de conhecimentos e de gestão, para citar apenas os pouco mais importante.


Um primeiro ponto que merece destaque é a formação das REDES SOCIAIS e os relacionamentos. O aspecto principal que faz BLOG's e WIKI's CORPORATIVOS srem iguais ou melhores do que os bons sites é a capacidade de interagir e trabalhar na blogosfera. Muitas grandes empresas como a GM, tem procurado humanizar a imagem dos seus presidentes e diretores. É praticamente uma extensão de um bate-papo. Temos que lembrar que os blog leva um pouco do papel da intranet, pelo menos no que diz respeito à divulgação dos valores e princípios da empresa e dos seus dirigentes. Mesmo no campo das relações e redes sociais, os blogs têm sido uma ferramenta muito útil para divulgar os produtos e receber retorno.

Outro aspecto da revolução silenciosa dos BLOG's e WIKI's CORPORATIVOS é a capacidade de mudar a forma como as empresas realizão a gestão do conhecimento de gestão. De uma forma bem simples a , gestão do conhecimento é o processo sistemático e intencional para gerar, divulgar e preservar o conhecimento gerado dentro da empresa, a diferentes níveis hierárquicos.

Como incentivar e ensinar as pessoas a gravar aquilo que eles sabem? No Brasil, empresas tão diferentes já começaram ou a utilizar wikis para acumular conhecimentos e processos. Normalmente, o wiki funciona através de uma senha para os participantes pelo gerenet da ferramenta. A senha é utilizada para identificar os participantes e também para manter um registro de contribuições, o que escreveu e que horas é possível reescrever, em caso de erro. Em um projeto, por exemplo, cada grupo regional, pode proporcionar a base de dados, útil para todas as partes.

BLOG's e WIKI's CORPORATIVOS têm a possibilidade de permitir a criação de uma arquitetura de informação com melhor planejamento, com seções e subseções, que criam uma melhor utilidade para os diferentes temas. A maioria das empresas combina wikis e blogs. O antigo tende a ser usado para armazenar informações estruturadas e processos. O segundo mural digital é uma página de recados.

O terceiro aspecto de blogs e wikis corporativos é a discussão de como se pode gerar uma inteligência coletiva. Enfoques acadêmicos enfoque sobre o estudo da inteligência coletiva, tentam explicar, por exemplo, que a dinâmica de comunicação é a forma de tomar decisões das formigas. Abelhas, formigas são sempre um exemplo de sociedade organizada, sem hierarquia, com uma posição da inteligência e de caráter coletivo. As formigas planejam estratégias de busca de alimentos e de segurança baseadas na interação.

As redes sociais estão desenhando um padrão de preferências e atitudes que vão além de um simples repositório e troca de informações?

A água sobe em silêncio, mas se propaga muito rapidamente.



IMPULSOS A MODERNIDADE

São raros os empresários, dirigentes que atualmente não desejem investir em Tecnologias nas Redes Sociais. Esse desejo quase sempre decorre em achar que esta disciplina irá resolver todos os seus problemas. Esse impulso quase fisiológico faz muitos dirigentes desperdiçarem investimentos pois, logo após sentirem a importância das Redes sociais, lançam-se na contratação de pessoas e formam uma equipe e a colocam na mão de um técnico que pode ser muitas vezes despreparado para o objetivo que se pretende com aquele investimento. Num dado momento constatam que já investiram acima do que imaginaram, não tem uma equipe adequada e criaram uma expectativa em muitas pessoas e em si próprio. Nestes casos, o Projeto passou a significar fracasso.

O desejo de implantar a um novo Projeto deve ser considerado como algo muito mais amplo do que simplesmente impulso à modernização. Deve ser considerado que trata-se de uma mutação , quase sempre com a empresa em operação, ou com pequenas interrupções, enfim de algo semelhante a uma cirurgia, para a qual é necessária a preparação do paciente e dos familiares, além de dispor de uma equipe médica confiável. Logicamente sabemos que as cirurgias não custam pouco, logo deve-se dispor de um orçamento mínimo. PLANEJAR A INTRODUÇÃO DE PROJETOS NUMA EMPRESA É COMO PLANEJAR O DESENVOLVIMENTO DE UM ORGANISMO VIVO, TEM QUE HAVER HARMONIA.

Se no desenvolvimento humano desde a sua infância, não for respeitado este critério, poderão ser criados monstros de grandes cabeças, pernas atrofiadas e braços irregulares. Da mesma forma, desenvolver um novo Projeto , num ambiente operacional, significa executar um plano no qual, apesar de em certas fases haver ações concentradas em parte da empresa, haja preocupação constante com o todo, de tal forma que macrocospicamente o organismo se desenvolva e não se hipertrofie localizadamente. Assim um diagnóstico deve ser considerado como se fosse um todo, um verdadeiro PLANO DIRETOR, no qual além de "O QUE","COMO" e "QUANDO" seja considerado com ênfase "A QUEM".

Como em tudo na vida, um bom PLANO DIRETOR (PD) aumenta as possibilidades do sucesso, os técnicos que irão elaborar esse plano deverão ser profissionalmente capazes e com experiência vivida no processo da empresa, de maneira a conduzir esta fase de forma segura e não com tentativa calcada no empirismo. Especificamente no caso de uma Empresa, elaborar um PD exige conhecimento da anatomia, fisiologia e comportamento da empresa, para que os resultados possam se manifestar no aumento efetivo da produtividade e, com isso justificar o investimento que venha a ser feito.

Em qualquer sistema, o desempenho fica limitado pela característica restritiva do seu pior componente. Num sistema de som, não adiantará ter uma fonte sonora com um bom amplificador, se as caixas acústicas não apresentarem bom desempenho. Se as caixas acústicas forem substituídas por outras de ótima qualidade, certamente o amplificador será o novo limitador. Isto significa que para não desperdiçar recursos o sistema deve ser equilibrado como um todo. Numa empresa com alto nível de Planejamento diante de uma falha , se não forem metodologias e padrões para rapidamente repor as condições de equilibrio, de pouco adianta sua sofisticado equipe. Ela terá sua atuação prejudicada. O mesmo ocorrerá se não houver desempenho adequado do setor de contabilidade, de faturamento, de comercialização, da área de produção, enfim de toda a empresa. Com este raciocínio torna-se evidente que, no caso de Novos de Projetos de uma empresa em operação, há de se avaliar a velocidade de transformação suportável pela empresa, para que não se exija dela o que não pode dar. QUASE SEMPRE O ASPECTO LIMITANTE É O COMPORTAMENTO DE PESSOAS OU GRUPOS QUE SE OPÕE A ESTAS MUDANÇAS.

Num sistema de Gestão , como por exemplo, num complexo ferroviário é praticamente impossível passar de um estágio de operações por bastões sinalizados para outro de operação computadorizada, onde as composições não precisam de operador embarcado. É muito grande a mutação e é impossível realizá-la de uma só vez. Portanto, deve-se lembrar sempre que, ao se tratar Projetos, as demais partes da empresa de forma direta ou indireta serão afetadas.

Apesar de quase sempre haver um "Plano de Viabilidade" para justificar os investimentos necessários à Novos Projetos, poucas são as empresas em que a decisão de mudanças é decorrente de um processo consciente e maduro. Muitas são as empresas que decidiram por um projetos porque a empresa concorrente decidiu fazê-lo, ou porque a empresa concorrente ainda não fez, ou porque será a primeira empresa a fazê-lo. Há casos de um ou poucos engenheiros ou técnicos improvisarem soluções caseiras, descobrindo maneiras de "baixo custo" e com isto, muitas vezes "reinventando a roda", aproveitando o entusiasmo dos dirigentes que quase nunca conhecem o "estado da arte" no assunto, e chegando a projetar atividades numa verdadeira aventura de desperdícios. É comum encontrar em algumas empresas "consultores" completamente despreparados. Assim como na medicina, o sensato na solução de um problema é recorrer a profissionais especializados, para auxiliar na questão do remédio que tomar.

O desenvolvimento de um PD, pressupõe o conhecimento do negócio da empresa e uma vivência e conhecimento específico de Projetos. A decisão de mudanças não deve advir de um impulso, mas sim deve surgir naturalmente como conseqüência de um Planejamento que harmonize os vários pontos relevantes tais como: A OPORTUNIDADE, O NÍVEL, O CUSTO DO EMPREENDIMENTO, OS ASPECTOS SOCIAIS, A CAPACIDADE TÉCNICA E ETC.

A Gestão de Projetos deve ser feita construindo uma nova forma de Gerenciamento e ao mesmo tempo desativando pouco a pouco a forma anterior. Deve-se sempre "transformar" o sistema anterior na nova forma de gerenciar. Para isto é fundamental os profissionais que trabalham no sistema anterior, pois eles é que melhor poderão contribuir para esta metamorfose. Finalmente quer pelo aparecimento de novas contribuições, quer pelo domínio dos estágios , será sempre necessário para uma empresa, manter uma vigilância sobre as mudanças, para que as transformações sejam administradas. Dia a dia surgem novas idéias e novos recursos e um desejo de incorporar ou trocar tais benefícios.

GESTÃO DO CONHECIMENTO

Xenofobia é o medo (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo).Este medo esta presente no dia a dia das nossas vidas. Temos medos, culturais, raciais e incluo tambem as Inovações Tecnológicas.

Desde o início de minha vida profissional, no princípio dos anos setenta, tenho sido testemunha de experiências de implementação de Melhoria de Qualidade em diversas empresas, sobretudo nas pertencentes a grupos multi-nacionais. Todas elas foram colocadas em prática de acordo com modelos propostos por especialistas estrangeiros e, na maioria dos casos, o esforço empreendido em sua execução não foi compensado com bons resultados, ocasionando um progressivo abandono das mesmas. Não obstante, técnicos e especialistas continuam tentando adequar estes métodos – que estão disponíveis no mercado sob diversos nomes e denominações – à realidade brasileira. Por que teorias com práticas supostamente tão eficazes têm aplicação tão difícil em nossa realidade? Quais os fatores que poderiam nos aproximar de algum sucesso e, conseqüentemente, permitir a continuidade na implementação das atividades?

No tocante às metodologias propostas pelos especialistas, pode-se dizer que elas compartilham uma espinha dorsal comum, correspondente ao que entendemos como "método científico". Assim, é possível argumentar que são variações originadas de uma mesma raiz; evoluções tonais de uma mesma melodia. Equipes de sucesso não se caracterizam pela aplicação obsessiva de métodos. No complexo jogo das relações sociais, outros aspectos complementares tendem a se impor e a configurar fatores mais decisivos. Dentre estes aspectos, podemos citar o ambiente de trabalho em uma empresa, o fator humano e as complexidades técnicas e relacionais da vida cotidiana.

Ao longo da minha vida, aprendi que as pessoas agem a partir de um mecanismo de rejeição a qualquer tipo de mudança, e isso vale também para o ambiente de trabalho. Aprendi também que instabilidades psicológicas elevam o risco do erro, o que só corrobora a idéia do mecanismo de rejeição, ulteriormente inibidor do sucesso. Portanto, se quisermos aumentar as chances de sucesso e as probabilidades de continuidade, temos que dedicar atenção especial à neutralização dos efeitos destes mecanismos mentais e psicológicos.

Por outro lado muitas pessoas, e me somo a elas, se debruçam hoje sobre o tema da gestão do conhecimento com uma forte impressão de que se trata de algo totalmente novo, algo revolucionário, que está mudando radicalmente a estratégia das organizações, sendo o seu domínio imprescindível, e assim por diante. Se fizermos pesquisas no mundo da internet ficaremos impressionados com os milhares de páginas dedicadas ao tema.

Na verdade, a gestão do conhecimento tem ocupado um espaço privilegiado nos cenários de preocupações ascendentes de nossa época. Mas qual seria a razão, ou melhor, as razões? Dificilmente conseguirei enumerar todas elas, mas talvez seja interessante ponderar sobre algumas.

O tratamento do conhecimento não é, absolutamente, algo de novo. Poderíamos até dizer que ele é tão antigo quanto o ser humano. Imagino que, quando o homem desceu das árvores e olhou para o alto, iniciou anotações sobre o comportamento dos astros. Os sofistas e/ou pré-socráticos, a cultura milenar chinesa e outros povos então ignorados pela civilização ocidental já se preocupavam em registrar e transmitir seus pensamentos e interpretações sobre os acontecimentos a sua volta.

Este intróito pode parecer óbvio e desnecessário, mas é importante que nos lembremos de que estamos lidando com um velho problema, que já era fonte de preocupações para Platão: como gerir o conhecimento? E mais: se este conhecimento e a sua gestão são tão antigos, por que estão ocupando espaço cada vez maior na pauta do dia?