sexta-feira, 31 de julho de 2009

IMPULSOS A MODERNIDADE

São raros os empresários, dirigentes que atualmente não desejem investir em Tecnologias nas Redes Sociais. Esse desejo quase sempre decorre em achar que esta disciplina irá resolver todos os seus problemas. Esse impulso quase fisiológico faz muitos dirigentes desperdiçarem investimentos pois, logo após sentirem a importância das Redes sociais, lançam-se na contratação de pessoas e formam uma equipe e a colocam na mão de um técnico que pode ser muitas vezes despreparado para o objetivo que se pretende com aquele investimento. Num dado momento constatam que já investiram acima do que imaginaram, não tem uma equipe adequada e criaram uma expectativa em muitas pessoas e em si próprio. Nestes casos, o Projeto passou a significar fracasso.

O desejo de implantar a um novo Projeto deve ser considerado como algo muito mais amplo do que simplesmente impulso à modernização. Deve ser considerado que trata-se de uma mutação , quase sempre com a empresa em operação, ou com pequenas interrupções, enfim de algo semelhante a uma cirurgia, para a qual é necessária a preparação do paciente e dos familiares, além de dispor de uma equipe médica confiável. Logicamente sabemos que as cirurgias não custam pouco, logo deve-se dispor de um orçamento mínimo. PLANEJAR A INTRODUÇÃO DE PROJETOS NUMA EMPRESA É COMO PLANEJAR O DESENVOLVIMENTO DE UM ORGANISMO VIVO, TEM QUE HAVER HARMONIA.

Se no desenvolvimento humano desde a sua infância, não for respeitado este critério, poderão ser criados monstros de grandes cabeças, pernas atrofiadas e braços irregulares. Da mesma forma, desenvolver um novo Projeto , num ambiente operacional, significa executar um plano no qual, apesar de em certas fases haver ações concentradas em parte da empresa, haja preocupação constante com o todo, de tal forma que macrocospicamente o organismo se desenvolva e não se hipertrofie localizadamente. Assim um diagnóstico deve ser considerado como se fosse um todo, um verdadeiro PLANO DIRETOR, no qual além de "O QUE","COMO" e "QUANDO" seja considerado com ênfase "A QUEM".

Como em tudo na vida, um bom PLANO DIRETOR (PD) aumenta as possibilidades do sucesso, os técnicos que irão elaborar esse plano deverão ser profissionalmente capazes e com experiência vivida no processo da empresa, de maneira a conduzir esta fase de forma segura e não com tentativa calcada no empirismo. Especificamente no caso de uma Empresa, elaborar um PD exige conhecimento da anatomia, fisiologia e comportamento da empresa, para que os resultados possam se manifestar no aumento efetivo da produtividade e, com isso justificar o investimento que venha a ser feito.

Em qualquer sistema, o desempenho fica limitado pela característica restritiva do seu pior componente. Num sistema de som, não adiantará ter uma fonte sonora com um bom amplificador, se as caixas acústicas não apresentarem bom desempenho. Se as caixas acústicas forem substituídas por outras de ótima qualidade, certamente o amplificador será o novo limitador. Isto significa que para não desperdiçar recursos o sistema deve ser equilibrado como um todo. Numa empresa com alto nível de Planejamento diante de uma falha , se não forem metodologias e padrões para rapidamente repor as condições de equilibrio, de pouco adianta sua sofisticado equipe. Ela terá sua atuação prejudicada. O mesmo ocorrerá se não houver desempenho adequado do setor de contabilidade, de faturamento, de comercialização, da área de produção, enfim de toda a empresa. Com este raciocínio torna-se evidente que, no caso de Novos de Projetos de uma empresa em operação, há de se avaliar a velocidade de transformação suportável pela empresa, para que não se exija dela o que não pode dar. QUASE SEMPRE O ASPECTO LIMITANTE É O COMPORTAMENTO DE PESSOAS OU GRUPOS QUE SE OPÕE A ESTAS MUDANÇAS.

Num sistema de Gestão , como por exemplo, num complexo ferroviário é praticamente impossível passar de um estágio de operações por bastões sinalizados para outro de operação computadorizada, onde as composições não precisam de operador embarcado. É muito grande a mutação e é impossível realizá-la de uma só vez. Portanto, deve-se lembrar sempre que, ao se tratar Projetos, as demais partes da empresa de forma direta ou indireta serão afetadas.

Apesar de quase sempre haver um "Plano de Viabilidade" para justificar os investimentos necessários à Novos Projetos, poucas são as empresas em que a decisão de mudanças é decorrente de um processo consciente e maduro. Muitas são as empresas que decidiram por um projetos porque a empresa concorrente decidiu fazê-lo, ou porque a empresa concorrente ainda não fez, ou porque será a primeira empresa a fazê-lo. Há casos de um ou poucos engenheiros ou técnicos improvisarem soluções caseiras, descobrindo maneiras de "baixo custo" e com isto, muitas vezes "reinventando a roda", aproveitando o entusiasmo dos dirigentes que quase nunca conhecem o "estado da arte" no assunto, e chegando a projetar atividades numa verdadeira aventura de desperdícios. É comum encontrar em algumas empresas "consultores" completamente despreparados. Assim como na medicina, o sensato na solução de um problema é recorrer a profissionais especializados, para auxiliar na questão do remédio que tomar.

O desenvolvimento de um PD, pressupõe o conhecimento do negócio da empresa e uma vivência e conhecimento específico de Projetos. A decisão de mudanças não deve advir de um impulso, mas sim deve surgir naturalmente como conseqüência de um Planejamento que harmonize os vários pontos relevantes tais como: A OPORTUNIDADE, O NÍVEL, O CUSTO DO EMPREENDIMENTO, OS ASPECTOS SOCIAIS, A CAPACIDADE TÉCNICA E ETC.

A Gestão de Projetos deve ser feita construindo uma nova forma de Gerenciamento e ao mesmo tempo desativando pouco a pouco a forma anterior. Deve-se sempre "transformar" o sistema anterior na nova forma de gerenciar. Para isto é fundamental os profissionais que trabalham no sistema anterior, pois eles é que melhor poderão contribuir para esta metamorfose. Finalmente quer pelo aparecimento de novas contribuições, quer pelo domínio dos estágios , será sempre necessário para uma empresa, manter uma vigilância sobre as mudanças, para que as transformações sejam administradas. Dia a dia surgem novas idéias e novos recursos e um desejo de incorporar ou trocar tais benefícios.

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